BIO

João Lima (Recife, 1980)

Atua como performer, coreógrafo e professor em diversas organizações artísticas. Em suas criações desenvolve uma pesquisa formal de novas dramaturgias, interrogando noções como identidade, alteridade e temporalidade através da linguagem coreográfica.

Integrou o Curso de Formação de Atores da Fundação Joaquim Nabuco e frequentou a Licenciatura em Artes Cênicas da UFPE. Também participou do Curso de Pesquisa e Criação Coreográfica do Fórum Dança, em Lisboa (2006); e concluiu a Formação ESSAIS, no Centre National de Danse Contemporaine d´Angers, França (2007). Em 2002 recebeu o Prêmio de Melhor Ator da Associação de Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (APACEPE).

João Lima vem apresentando em festivais e teatros no Brasil, na Europa e América Latina, obras de Shakespeare, Tchekhov, Edward Albee, Nelson Rodrigues e Brad Fraser, assim como colaborações com diversos artistas: Marcela Levi, Vítor Roriz & Sofia Dias, Yara de Novaes, Carlos Gradim, Marcelo Pedroso, Peter Michael Dietz, Romulus Neagu, Carmen Pereiro, Anna Rubirola, Cecília Colacrai e Johann Maheut, entre outros. Além das performances teatrais, desde 2013, João também canta, compõe e toca percussão na banda Columna (Barcelona).

É fundador e diretor artístico do Articulações – Fórum de Artes Performativas que teve lugar em Recife em 2009 e 1014. Também ensinou em diversas organizações: Cruzada de Ação Social (Recife), Centro Cultural Daruê Malungo (Recife), Teatro Hermilo Borba Filho (Recife), Penitenciária Feminina do Bom Pastor (Recife), Profesorado de Danzas Isabel Taboga (Rosário), Plataforma Lavardén (Rosário), Espacio Camargo (Buenos Aires), Centre Cívic Cotxeres Borrell (Barcelona), La Danseria (Barcelona), tragantDansa (Barcelona), Area Dansa (Barcelona) e La Visiva (Barcelona).

Participou em diversos filmes, seja como ator, diretor de elenco ou coreógrafo, entre eles: “Brasil S/A” de Marcelo Pedroso (2014), “Amor, Plástico e Barulho” de Renata Pinheiro (2013), “Em Trânsito”, de Marcelo Pedroso (2013) e “Rodolfo Mesquita e as monstruosas máscaras de alegria e felicidade” de Pedro Severien (2013).

Entre as suas criações estão Noturno (Brasil, 2003), Eles não sabiam de nada (Com Vitor Roriz, Portugal, 2004), Involuntariamente (com Vitor Roriz e Sofia Dias, Portugal, 2007), It´s a jungle in here! (França, 2007), Come Closer (com Carmen Pereiro, 2007), apresentado na França, Espanha, Alemanha e Argentina; Azul como uma Laranja (com Cecilia Colacrai, 2009),  apresentado na Espanha e Argentina; O Outro do Outro (Rumos Itaú Cultural Dança 2010) apresentado em diversas cidades do Brasil e Espanha; Ilusionistas (Prêmio Funarte Klauss Vianna 2011), apresentado em diferentes cidades do Brasil, Espanha e Portugal; Morder a Língua (Prêmio Funarte Klauss Vianna 2014), apresentado em diferentes cidades do Brasil, Argentina e Espanha; e mais recentemente criou Urra!, em colaboração com Andy Poole (2015).

Colaborou com as revistas Negratinta (Espanha) e Continente (Brasil), com diversos artigos e entrevistas, além de  traduções de textos do espanhol para o português e vice-versa. Como tradutor, também colaborou com a companhia El Conde de Torrefiel.

Recentemente, coordenou a publicação do livro “Rodolfo Mesquita – A Forma Custa Caro” (2017), publicado pela Companhia Editora de Pernambuco, e também foi responsável pela curadoria da exposição retrospectiva, de mesmo título, do artista Rodolfo Mesquita, realizada no Museu do Estado de Pernambuco (2017).

Atualmente, João Lima está concluindo a graduação em Filosofia na Universidade de Barcelona.