INVOLUNTARIAMENTE, 2007.

“isto é o começo. o começo. o começo.
um rito de morte e nascimento, como todos os outros.
um rito de passagem, como todos os outros.

sim, não, talvez. esta história acontece. na sua própria medida. esta história se escreve. assim, sem força. vai se deixando. acontece diante dos nossos olhos. abertos ou fechados. esta história a nada resiste. sua linguagem é secreta, não podia ser mais primitiva. acidentalmente atravessada por uma liberdade íntima, ultrapassa cada palavra e segue de mãos dadas ao encanto, contemplando a continuidade daquilo que não se sabe. delírios, sempre.

uma cerimónia do sim.
uma forma de vida, desnuda, verdadeiramente possível, inspirada por alegrias e memórias de um ilustre devir.
até que venha a próxima chuva de meteoros.”
  JOÃO LIMA, para Involuntariamente 2007.

Involuntariamente decorre do aprofundamento de algumas direcções artísticas encontradas em Sand Castle, um espectáculo que estreámos em Junho de 2007 no Espaço do Tempo, no âmbito do projecto Transfer. De Sand Castle recuperámos os materiais, os símbolos e reforçámos o estado: a cumplicidade secreta entre os três intérpretes e o comprometimento físico e emocional com a linguagem encontrada.

Construir e deixar rasto, mesmo que involuntariamente.

[ FICHA TÉCNICA ]

elemento 6-02

Conceito e interpretação — Sofia Dias, Vítor Roriz e João Lima
Montagem de som — Sofia Dias
Co-produção — O Espaço do Tempo
Residência — Summer Studios (Brussels)
Estreia — Black Box, O Espaço do Tempo 2007
Duração — 50′



ELES NÃO SABIAM DE NADA, 2004.
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COME CLOSER, 2007.
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