| Reflexões sobre a identidade |

— por Eugênia Bezerra, Jornal do Commercio. Março, 2010. —
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A linguagem coreográfica, utilizada para refletir sobre a construção e a representação da identidade. Esta é a questão básica da performance que o bailarino João Costa Lima traz ao Recife, intitulada O outro do outro. A apresentação única na cidade acontece hoje, às 21h, no Teatro Hermilo Borba Filho.

O outro do outro pode ser você mesmo ou uma terceira pessoa. Estas são apenas duas leituras diretas do título, que permitem extrair algumas camadas do solo: A visão que cada um tem de si, a que os outros constroem e como o encontro disto tudo influencia na formação da identidade, por exemplo. “Uma certa visão de homem plural”, resume João Costa Lima. O projeto buscava propor mecanismos de leitura e de composição da realidade/ficção.

Segundo João Costa Lima, por mais abstratos que estes temas possam parecer, o tratamento na obra é direto. “Antes de propor respostas, que não tenho, proponho algo para relativizar a ideia de identidade. Não existe uma só história”, acrescenta o artista, que escolheu trabalhar com o mínimo de meios (sem cenografia ou figurinos complexos).

Durante o processo de pesquisa, João Costa Lima fez algumas entrevistas. “Lancei questões que estavam mexendo comigo para diversos coreógrafos que conheci. Eles têm diferentes trajetórias, maneiras de pensar o corpo. As repostas deles mexeram com as minhas próprias formulações, minha maneira de pensar a cena”, afirma o bailarino. O público pode ter acesso às entrevistas, e outras informações sobre este processo criativo, no blog http://www.outrodoutro.wordpress.com.

O projeto O outro do outro foi aprovada no Rumos Itaú Cultural Dança (2009-2010). Após um ensaio aberto em Barcelona, onde mora o bailarino, o solo estreou na Mostra de Processos Rumos Dança, no último dia 10 de março, em São Paulo. “Esta a obra, por mais definida que esteja, está em processo. Quero transitar com este trabalho pelo Brasil e fora do País também”, avalia o bailarino. “Estou extremamente feliz, há seis anos não apresento nada meu aqui no Recife. Espero que isto possa ser mais recorrente. O Hermilo está sendo muito importante nisto, tanto como espaço físico como fomentador das artes cênicas, ele foi muito presente na minha trajetória”, completa. (E.B).



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